Israel ataca o Irã e mundo teme conflito mundial

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O mundo foi pego de surpresa quando ontem a noite por volta das 21 horas (horário de Brasília), Israel atacou o Irã. Os ataques israelenses em Teerã feriram pelo menos 50 pessoas, das quais pelo menos 35 eram mulheres e crianças, informou a TV iraniana. Israel utilizou 200 aeronaves e 330 munições no ataque ao Irã, disse o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI) que também afirmou que o Irã lançou mais de 100 drones contra Israel. No total, Israel atacou pelo menos 60 locais em oito províncias do Irã, informou o Crescente Vermelho Iraniano. O Ministério de Defesa de Israel disse que foi realizado um ataque preventivo contra o Irã. Em todo o país, o governo determinou a proibição de eventos educacionais e aglomerações por conta da situação, além de declarar estado de emergência em todo o território. O espaço aéreo também segue fechado.

Diante disto, não haverá a sexta rodada de negociações nucleares entre EUA e Irã após os ataques, disse Teerã. A notícia foi comunicada por Alaeddin Boroujerdi, membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Irã. No entanto, a Agência Internacional para a Energia Atômica (AIEA), citando autoridades iranianas, informou que a usina nuclear de Bushehr não foi atingida e que o nível de radiação na instalação nuclear de Natanz não foi excedido.

RESPOSTA DO IRÃ

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, rechaçou os ataques israelenses contra alvos no país nesta quinta-feira (12) e deu total liberdade de ação às Forças Armadas para uma resposta. A mídia iraniana noticiou a morte do comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, Hossein Salami, do comandante do Estado-Maior, Gholam Ali Rashid, além de três cientistas nucleares, durante os ataques israelenses.

Os Estados Unidos negam participação no ataque, e advertiu que diante da gravidade o conflito poderá tomar rumos perigosos para o mundo. O medo das autoridades mundial é que o conflito se propague em outros países, com ataque à bases americanas e também com o risco de uso de armas mais letais entre Israel e Irã.

Rogemar Santos

Jornalista há mais de 20 anos e Editor Chefe do Jornal da Cidade

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