China rejeita ameaças dos EUA em meio a nova disputa tarifária

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A China afirmou que não aceitará ameaças ou pressões dos Estados Unidos em meio a uma nova escalada na disputa comercial entre as duas potências. A declaração veio após o governo norte-americano anunciar a imposição de uma tarifa de 10% sobre todas as importações chinesas, decisão que levou Pequim a retaliar e a acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra Washington.

Resposta chinesa e impacto global

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (4), Lou Qinjian, porta-voz do Congresso Nacional do Povo da China, criticou a medida adotada pelos EUA, afirmando que ela viola as regras da OMC e compromete a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais. “A imposição unilateral de tarifas pelos EUA viola as regras da OMC e interrompe a segurança e a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais”, declarou.

O governo chinês ressaltou que está disposto a resolver as preocupações norte-americanas por meio de consultas e diálogos, mas que não aceitará coerção por parte de Washington. A tensão comercial entre os dois países provocou quedas nas bolsas de valores da China e de Hong Kong, à medida que investidores avaliam o impacto das novas tarifas e aguardam as decisões do parlamento chinês sobre os rumos da política econômica de Pequim.

Teste para a postura dos EUA na OMC

A decisão chinesa de levar a questão à OMC será um teste para a abordagem dos Estados Unidos em relação à entidade, especialmente diante da postura do presidente Donald Trump, que já manifestou críticas à organização em outras ocasiões. A disputa tarifária intensifica a incerteza no comércio global e pode ter reflexos na economia mundial nos próximos meses.

jcjoinville

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