O papa Leão XIV recebeu, nesta segunda-feira (19/5), no Vaticano, o vice-presidente dos Estados Unidos, James David Vance, conhecido como JD Vance. A visita oficial ocorre um dia após o vice de Donald Trump participar da missa solene que marcou o início do pontificado do novo papa, realizada no domingo (18/5).
Segundo nota divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o encontro contou também com a presença de dom Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais do Vaticano.
Durante a reunião, foram discutidos temas sensíveis da agenda internacional, com destaque para os conflitos armados em curso. O papa expressou sua preocupação com as crises humanitárias e pediu que se respeitem as normas do direito internacional e humanitário, defendendo uma solução negociada entre as partes envolvidas.
Relações bilaterais e liberdade religiosa em foco
As conversas entre os representantes dos dois países foram descritas como cordiais. A Santa Sé destacou o fortalecimento das boas relações entre os Estados Unidos e o Vaticano, com ênfase na colaboração entre Igreja e Estado em áreas como liberdade religiosa e questões que afetam diretamente a vida eclesial.
JD Vance já havia se reunido anteriormente com figuras importantes da cúpula vaticana. No último dia 20 de abril, por exemplo, teve um encontro reservado com o então papa Francisco, na Casa Santa Marta, ocasião em que trocaram votos de Feliz Páscoa. Na mesma viagem, também esteve com o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, com quem discutiu a importância da proteção da liberdade religiosa em um cenário internacional cada vez mais tenso.
Declarações recentes de Vance geram debate sobre valores cristãos e imigração
A visita de Vance ao Vaticano ocorre em meio a uma repercussão significativa nas redes sociais provocada por recentes declarações do vice-presidente norte-americano sobre imigração. Em entrevista, Vance afirmou que, segundo a visão cristã que defende, deve-se “amar primeiro a própria família”, antes de estender esse amor à comunidade, aos compatriotas e, por último, ao resto do mundo.
A fala gerou controvérsias e levantou debates sobre se essa interpretação reflete ou não os princípios bíblicos do cristianismo, especialmente no contexto da acolhida de migrantes e refugiados.