Na madrugada desta terça-feira (18), no horário local, Israel realizou uma série de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza, marcando a primeira grande operação militar na região desde o cessar-fogo estabelecido com o Hamas em janeiro. O Ministério da Saúde de Gaza informou que ao menos 404 pessoas morreram e centenas ficaram feridas.
A ofensiva atingiu diversas áreas do território, desde a Cidade de Gaza, no norte, até Khan Younis, no sul. Segundo o governo israelense, os alvos incluem líderes do Hamas e infraestruturas estratégicas do grupo, classificado como organização terrorista por Israel e outras nações.
Motivo da ofensiva
De acordo com o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a decisão pelo ataque ocorreu após o Hamas rejeitar propostas de negociação e se recusar a libertar reféns mantidos em Gaza. O governo israelense afirmou que a operação pode se intensificar conforme necessário.
“Israel atuará, a partir de agora, contra o Hamas com força militar crescente”, declarou o governo, reforçando que novas ações podem ocorrer diante da falta de avanços diplomáticos.
Mortes de líderes do Hamas e ameaças aos reféns
Entre os alvos atingidos pelos bombardeios israelenses estão o primeiro-ministro do governo do Hamas e o vice-ministro das Relações Exteriores do grupo, que teriam sido mortos nos ataques, segundo fontes locais.
O líder do Hamas, Ezzat al-Rishq, declarou que as ofensivas representam uma “sentença de morte” para os reféns israelenses que ainda estão em poder do grupo. Estima-se que cerca de 59 pessoas ainda estejam sequestradas, mas fontes indicam que menos da metade delas permanece viva.
Impacto na região
Diante da escalada do conflito, Israel impôs novas restrições às comunidades próximas à Faixa de Gaza. Escolas na região tiveram as aulas suspensas como medida de precaução.
Antes desse grande ataque, bombardeios menores já haviam sido registrados. No último sábado (15), nove pessoas morreram em um ataque aéreo no norte do território, de acordo com profissionais de saúde locais.
O cessar-fogo, iniciado em 19 de janeiro, previa a suspensão dos ataques e a troca de reféns por prisioneiros palestinos detidos em Israel. No entanto, o prazo da primeira fase do acordo terminou em 1º de março sem avanços concretos, levando à interrupção da entrada de ajuda humanitária em Gaza por parte do governo israelense.
Foto Reprodução: ANSA/AFP