Verticalização : A postura que demorou para ocorrer em Joinville 

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A verticalização em Joinville é considerada nova no município, pois apenas se consolidou a partir de 2012. Como o próprio nome sugere, o termo “verticalização” é utilizado para se referir ao crescimento vertical das cidades. Ou seja, a construção de prédios comerciais e residenciais em vez de casas e edifícios baixos. 

E Joinville ao contrário de outras cidades de mesmo porte ou até maiores, resistiu à mudança de sua lei para permitir a construção de prédios na área central e em bairros próximos. Essa resistência se deve a moradores do centro e de outros setores. Com isso, a Câmara de Vereadores na época teve que enfrentar uma verdadeira “guerra”. Mapear as áreas que receberiam a verticalização, ouvir moradores, definir metas, versão das construtoras, e, principalmente limite nas alturas dos prédios. 

Em 2012 então, ocorreu uma explosão de prédios em vários pontos do município, graças à lei que foi aprovada na Câmara de Vereadores e sancionada pela Prefeitura, permitindo edificações verticais no Centro e bairros.  

O problema é que diante de tanto tempo de espera, a cidade acabou se espalhando para os bairros. Isto gerou e ainda gera custos elevados para que o município mantenha escolas, transporte, coleta de lixo, saneamento básico, unidades de saúde, obras nas ruas, e assim por diante.  

DADOS 

Em Joinville, de acordo com o levantamento do IBGE em 2010, do total de domicílios na cidade, 16% eram apartamentos em 2010. Ou seja, muito pouco para uma cidade do porte de Joinville. Já municípios do mesmo porte, como Londrina (PR) e Caxias do Sul (RS), a taxa de verticalização era em 2010 de 21% e 20%, respectivamente. Ou seja, estavam com uma lei que permitia a verticalização. Já Balneário Camboriú já estava com 56,66% de verticalização, seguindo para Itapema que segue hoje no mesmo processo.  

Construção Civil 

A construção civil segue forte em Joinville na área de construção de prédios. Como agora a lei permite, isto viabilizou o investimento no setor, principalmente de condomínios. Num condomínio podem residir mais de 100 famílias, e no prédio comum ao mínimo, de 20 a 30 famílias.  

Dependendo da localização, os moradores terão próximo escolas, creches, unidades de saúde, transporte coletivo. Isso ajuda a um mapeamento e oferecimento de estrutura por parte da Prefeitura de melhor qualidade.  

Rogemar Santos

Jornalista há mais de 20 anos e Editor Chefe do Jornal da Cidade

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