Um “atraso” que não pode mais se repetir em Joinville 

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Havan na Região Sul 

Completou mais um ano da desistência da empresa Havan de construir mais uma unidade em Joinville. Neste caso, a decisão da rede Lojas Havan se referiu a uma loja que seria em um terreno da rua Santa Catarina, na região sul de Joinville. A desistência com a imobiliária responsável pelo terreno foi oficializada em 5 de julho de 2022. O grande motivo alegado foi de que a empresa não conseguiu as autorizações ambientais e nem o alvará de construção até 30 de junho daquele ano, prazo estipulado no contrato entre as partes para a viabilização e concretização do negócio. 

Vale lembrar que  contrato original de locação da área de 22.106 metros quadrados foi assinado em 8 de maio de 2017, mas a partir disto, teve início uma intensa batalha jurídica. Problemas jurídicos e ambientais impediram o investimento.  

O primeiro obstáculo foi com relação a Cota 40. A licença ambiental para a área não foi viabilizada, apesar pela administração municipal na época. A então gestão tentou, encaminhar projeto para a Câmara de Vereadores permitindo o uso comercial em áreas mineradas da Cota 40. Vale lembrar que o projeto original, da Prefeitura de Joinville, não foi aprovado pela Câmara de Vereadores. Então, os vereadores aprovaram a proposta, com a inclusão de uma emenda que estipulou uma outorga onerosa para casos futuros, que não estava contemplada no projeto original. A Câmara de Vereadores criou uma situação mais complexa para aprovação do projeto. Houve a inclusão de uma outorga onerosa que dependia de uma análise diferenciada, que deveria ser aprovada primeiramente pelo Conselho Municipal da Cidade, antes de ser novamente reenviado para análise da Câmara de Vereadores. Ou seja, teria que passar pro um novo processo de análise. Isso sem esquecer da metragem da construção do prédio da Havan, que não estaria de acordo com a metragem do terreno.  

Com tanta demora, o empresário Luciano Hang inaugurou o “Atrasômetro”, que ficou conhecido no Brasil inteiro, manchando a imagem de Joinville.  

As mudanças na lei vieram, mas tardiamente. A Havan desistiu do investimento e Joinville perdeu a chance de viabilizar mais de 300 empregos e investimentos de milhões. Porém, o pior foi a questão de ajudar no desenvolvimento da Região Sul. A loja permitiria um grande avanço naquela região.  

Texto: Rogemar Santos

Foto: Divulgação

Rogemar Santos

Jornalista há mais de 20 anos e Editor Chefe do Jornal da Cidade

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