A turista brasileira Juliana Marins, de 24 anos, natural de Niterói (RJ), está desaparecida desde a noite da última sexta-feira (20), após sofrer uma queda de aproximadamente 300 metros durante uma trilha no vulcão Rinjani, em Lombok, na Indonésia.
Segundo relatos da família, Juliana escorregou em uma área íngreme e de difícil acesso, o que tem dificultado enormemente o trabalho das equipes de resgate.
Desafios climáticos: neblina, chuva e riscos de escorregamento
O cenário climático na região tem sido um dos principais obstáculos para as operações de busca. Fortes neblinas limitam a visibilidade, tornando quase impossível localizar a jovem por terra.
Além disso, o sereno e a umidade deixam as pedras escorregadias, aumentando o risco tanto para as equipes quanto para a própria vítima. A situação se agravou com a piora repentina do tempo, forçando a suspensão temporária das buscas. Os trabalhos foram retomados no domingo (22), mas a instabilidade climática continua representando um grande desafio.
Dificuldades logísticas: cordas curtas e ausência de helicóptero
Outro fator crítico no resgate é a falta de equipamentos adequados. A irmã da brasileira, Mariana Marins, desmentiu rumores de que Juliana já teria sido alcançada. Segundo ela, as equipes de resgate interromperam a tentativa de acesso porque as cordas disponíveis não eram longas o suficiente para alcançar o local da queda.
A família também revelou que, até o momento, não houve o envio de helicópteros para a área, medida que é considerada por eles como a “última esperança” para salvar Juliana.
Estado de Juliana: mobilidade limitada e localização incerta
De acordo com as informações mais recentes, Juliana foi vista pela última vez na noite do acidente, por meio de um vídeo enviado à família. Nas imagens, ela aparecia deitada, sem conseguir se levantar, movendo apenas os braços e olhando para cima.
Desde então, os socorristas não conseguiram mais localizá-la. Há relatos de que, com a continuidade da neblina e a instabilidade do terreno, ela pode ter escorregado ainda mais montanha abaixo, o que torna a localização exata um mistério e amplia a dificuldade da operação.
Itamaraty acompanha as buscas de perto
O Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Jacarta, está acompanhando o caso. Desde o início das buscas, o Itamaraty mantém contato direto com as autoridades indonésias, solicitando reforços nas operações.
Funcionários da embaixada brasileira acompanham a situação no local e mantêm a família informada. A irmã de Juliana reforçou a preocupação com o tempo e pediu informações mais claras sobre o andamento do resgate.
“Estamos vivendo uma corrida contra o tempo para salvar Juliana. A nossa maior esperança agora é a possibilidade do envio de um helicóptero para ajudar nas buscas”, declarou Mariana.
Quem é Juliana Marins?
Juliana Marins tem 24 anos e é dançarina profissional de pole dance. Natural de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, ela costuma compartilhar nas redes sociais suas apresentações artísticas e registros de suas viagens.
A jovem está em uma jornada pela Ásia desde fevereiro deste ano, com passagens por países como Vietnã, Tailândia e Filipinas antes de chegar à Indonésia.
Expectativa e apreensão
Enquanto as equipes locais seguem enfrentando condições extremas, a família de Juliana e amigos no Brasil aguardam, com ansiedade e esperança, por notícias positivas. O caso tem mobilizado atenção nas redes sociais e entre os brasileiros que acompanham a operação à distância.
O resgate, até o momento, segue como uma missão complexa e de alto risco, que desafia os limites da geografia e do clima na região do vulcão Rinjani.