Outono começa e transforma o clima no Brasil

Data da publicação:

O outono teve início nesta quinta-feira (20), às 6h02, trazendo uma mudança gradual no clima em diversas regiões do Brasil. Como período de transição entre o verão e o inverno, a estação é caracterizada pela redução das chuvas e queda progressiva das temperaturas.

Segundo especialistas, nos primeiros meses ainda são registradas características típicas do verão, como chuvas frequentes, mas a partir de maio, o tempo começa a se assemelhar mais ao inverno.

“Em março e abril, ainda são esperadas precipitações significativas, principalmente no centro do país. No entanto, essas chuvas tendem a diminuir gradativamente, acompanhadas por temperaturas mais amenas”, explica um especialista.

Dias mais curtos e umidade reduzida

A diminuição das chuvas no Centro-Oeste está diretamente ligada à redução da umidade vinda da Amazônia. Além disso, a exposição ao sol diminui, tornando as noites mais longas e os dias mais curtos, o que impacta a temperatura e a umidade do ar. Com isso, o clima se torna mais seco, enquanto nas regiões costeiras os ventos ganham força.

Chuvas ainda persistem no Norte e Nordeste

Apesar da tendência de redução das precipitações no centro do país, no Norte e em parte do Nordeste, as chuvas devem continuar até maio. A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) influencia estados como Amapá, Pará, Maranhão e Rio Grande do Norte, prolongando o período chuvoso nessas áreas.

“As chuvas ainda devem persistir até meados de maio, principalmente no extremo norte do país. Depois disso, há uma tendência de redução, conforme a posição da ZCIT se altera”, destaca um especialista.

Frentes frias e ciclones podem impactar o Sul

A chegada do outono também marca a entrada de massas de ar frio, que podem avançar do Sul para o Sudeste e Centro-Oeste, derrubando as temperaturas. Além disso, fenômenos como os ciclones extratropicais tornam-se mais frequentes, afetando principalmente os estados do Sul, onde podem provocar ventos intensos, mar agitado e ressacas.

No ano anterior, o período entre abril e maio registrou enchentes severas no Rio Grande do Sul, deixando um rastro de destruição. De acordo com dados da Defesa Civil, centenas de municípios foram afetados, com diversas vítimas fatais e desaparecidos.

Diante dessas mudanças climáticas, especialistas recomendam atenção às previsões meteorológicas, especialmente para moradores de áreas mais vulneráveis a eventos extremos.

jcjoinville

Compartilhar: