Itajaí está na rota das comemorações dos 25 anos do Cisne Branco da marinha

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O Navio-Veleiro “Cisne Branco”, um dos grandes símbolos da Marinha do Brasil, celebra 25 anos de trajetória marcada por tradição, treinamento e diplomacia. Incorporado à frota naval brasileira em 9 de março de 2000, a embarcação teve sua primeira missão recriando a viagem histórica de Pedro Álvares Cabral, partindo de Lisboa em direção a Porto Seguro. Desde então, já navegou por mais de 30 países, representando o Brasil em competições náuticas, festivais e eventos internacionais.

Construído na Holanda pelo estaleiro Damen Oranjewerf, o “Cisne Branco” foi batizado e lançado ao mar em agosto de 1999. Sua missão vai além da navegação: o veleiro é um importante instrumento da diplomacia naval e da preservação das tradições marítimas, promovendo o intercâmbio cultural entre nações e fortalecendo a presença do Brasil nos oceanos.

Papel estratégico e formação naval

Além de ser um embaixador brasileiro nos mares, o “Cisne Branco” tem um papel essencial na formação de novos militares. A bordo, Aspirantes da Escola Naval, alunos do Colégio Naval e Aprendizes-Marinheiros vivenciam uma rotina intensa de aprendizado prático. Durante a navegação, os tripulantes são treinados em manobras de vela, técnicas de navegação tradicional e disciplina militar.

O veleiro também participa de competições e eventos navais de prestígio. Em 2002 e 2006, conquistou o primeiro lugar na categoria “A” da Regata “America’s Sail”. Além disso, integra a “Velas Latinoamerica”, encontro de grandes veleiros realizado a cada quatro anos. Em 2024, sua agenda incluiu participações nos Estados Unidos e em Portugal, reforçando laços diplomáticos no bicentenário das relações Brasil-EUA.

Características e curiosidades da embarcação

Com 76 metros de comprimento, 10,5 metros de largura e um calado de 4,8 metros, o “Cisne Branco” impressiona pela grandiosidade. Sua propulsão é híbrida, combinando um motor diesel de 1001 HP com 25 velas, permitindo velocidades de até 32 km/h. Seu mastro principal, com 46 metros de altura, equivale a um edifício de 15 andares.

No interior, o veleiro carrega elementos que remetem ao passado. Lustres inspirados no século XIX e um vitral com a imagem da Baía de Guanabara são algumas das peças de destaque. Além disso, uma réplica da imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança, padroeira dos navegantes, ocupa um espaço de destaque no que a tripulação chama de “lobby da Santa”.

Outra curiosidade intrigante é o “lobby da moeda”. Durante a construção do navio, uma moeda brasileira de 1936 foi inserida na base do mastro principal, seguindo uma tradição marítima que remete à mitologia grega, na qual moedas eram usadas para garantir uma viagem segura aos navegadores.

Relatos da vida a bordo

Para os tripulantes, servir no “Cisne Branco” é uma experiência única. O Capitão-Tenente Willian Ferro de Oliveira Melo destaca que o veleiro representa tradição e excelência na Marinha. O Primeiro-Sargento Renato Alves Reis Junior ressalta a importância do trabalho em equipe para garantir o funcionamento do navio. Já o Comandante, Capitão de Mar e Guerra Eduardo Rabha Tozzini, enfatiza o orgulho em liderar a embarcação, que considera “uma das mais belas da frota”.

Próximos destinos

A agenda de 2025 do “Cisne Branco” inclui escalas em diversas cidades brasileiras. A primeira fase da viagem contempla Angra dos Reis, Ilhabela, Itajaí, Rio Grande, Porto Alegre, Paranaguá e Santos, culminando na 52ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela. Na segunda etapa, o veleiro passará por Vitória, Maceió, Cabedelo, Natal e Recife, onde marcará presença na 36ª Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha. O encerramento da missão ocorrerá na Baía de Guanabara, com a participação na 80ª Regata Escola Naval, no dia 12 de outubro.

Com um legado consolidado e uma trajetória repleta de histórias, o “Cisne Branco” segue sua missão de representar o Brasil nos mares, unindo tradição, ensino e diplomacia.

jcjoinville

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