A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quinta-feira (7), a Operação Desfortuna, voltada ao desmantelamento de um esquema suspeito de promover ilegalmente jogos de azar pela internet. Segundo as investigações, o grupo atuava de forma estruturada, com indícios de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.
O foco da operação está, entre outros, sobre influenciadores digitais, como a ex-Fazenda Bia Miranda, que utilizaram suas redes sociais para divulgar o chamado “Jogo do Tigrinho”, prática considerada ilegal no Brasil e outros 11 influenciadores.
Relatórios do Coaf indicam movimentações bilionárias
Dados obtidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelaram transações bancárias atípicas, que somam mais de R$ 4 bilhões. As movimentações levantaram suspeitas de que os envolvidos estariam utilizando empresas de fachada e estruturas empresariais para ocultar a origem ilícita dos valores.
O volume das transações e a complexidade do fluxo financeiro apontam para um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro, segundo os investigadores.
Relações com o crime organizado aumentam gravidade do caso
Além da promoção dos jogos ilegais, a polícia identificou possíveis conexões entre alguns dos investigados e pessoas com antecedentes ligados ao crime organizado, o que adiciona uma camada extra de gravidade às apurações.
A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) é responsável pela condução do caso. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou se houve prisões durante a ação.
Influencers sob suspeita
Influenciadores com grande alcance nas redes sociais são suspeitos de monetizar suas plataformas por meio da divulgação dos jogos ilegais. O uso de celebridades digitais tem sido um dos principais mecanismos para atrair apostadores e popularizar o “Jogo do Tigrinho”, uma prática disfarçada sob a roupagem de entretenimento online.