Uma operação de combate à pesca ilegal no litoral de Santa Catarina resultou na apreensão de uma embarcação, 240 quilos de pescado e 12 quilômetros de redes de emalhe. A ação foi realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no último sábado (6), como parte da Operação Mugil, que fiscaliza a pesca da tainha durante o período reprodutivo da espécie.
Pesca em área proibida foi confirmada por satélite e documentos de bordo
A irregularidade foi detectada por meio do sistema de rastreamento PREPS, ferramenta que integra dados do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério da Pesca e da Marinha do Brasil. A análise apontou que a embarcação operava em zona marítima de exclusão — ou seja, em local proibido para a atividade pesqueira.
O próprio Mapa de Bordo da embarcação, documento preenchido pelo responsável durante a jornada, confirmou que a captura dos peixes ocorreu em área restrita.
Multa, apreensão e destinação social do pescado
Diante da infração, o proprietário e o mestre da embarcação foram autuados e receberam multa no valor de R$ 10.500. Além do pescado e das redes de emalhe, o barco também foi apreendido.
Todo o peixe recolhido na ação foi doado ao Instituto Crescer, localizado em Itajaí, que atende mais de 800 crianças e adolescentes em atividades no contraturno escolar.
Proteção dos berçários naturais e combate à sobrepesca
De acordo com Luiz Louzada, analista ambiental do Ibama e coordenador da operação, áreas de exclusão da pesca são fundamentais para o equilíbrio ecológico.
— São locais estratégicos, onde diversas espécies se alimentam e se reproduzem. Proteger essas zonas garante a sustentabilidade da atividade pesqueira a longo prazo, inclusive para os próprios pescadores — afirmou Louzada.
Operação Mugil: proteção à tainha em época reprodutiva
A Operação Mugil é voltada à fiscalização da pesca da tainha (Mugil liza), com foco na preservação da espécie durante o período de desova. A ação busca coibir práticas ilegais que possam comprometer a reposição dos estoques pesqueiros e prejudicar a biodiversidade marinha no litoral sul do país.
As fiscalizações continuarão durante toda a temporada reprodutiva da tainha, em um esforço conjunto para proteger o ecossistema marinho e manter a pesca tradicional de forma sustentável.