O Grande Prêmio da China foi marcado por um desfecho polêmico para a Ferrari. Após inspeções técnicas realizadas pela FIA, Charles Leclerc e Lewis Hamilton foram desclassificados da prova, o que resultou na perda de 18 pontos no Mundial de Construtores para a escuderia italiana. A decisão foi anunciada horas depois do fim da corrida deste domingo (23).
Motivos da desclassificação
No caso de Leclerc, a irregularidade apontada pela FIA foi o peso do carro, que estava 1 kg abaixo do mínimo permitido. De acordo com a Ferrari, a estratégia de apenas uma parada nos boxes fez com que o desgaste dos pneus fosse elevado, impactando diretamente o peso final do veículo.
Já para Hamilton, o problema foi o desgaste excessivo da prancha de derrapagem do carro, que ficou 0,5 mm abaixo do limite exigido pelo regulamento. A escuderia negou qualquer tentativa de obter vantagem indevida e atribuiu o erro a um equívoco na previsão do consumo de material durante a corrida.
Ferrari admite erro e promete correção
Em nota oficial, a Ferrari reconheceu a falha e garantiu que medidas serão tomadas para evitar que a situação se repita. “Com relação ao desgaste da prancha do carro de Lewis, subestimamos o consumo por uma pequena margem. Não houve qualquer intenção de obter vantagem indevida. Aprenderemos com esse episódio e tomaremos providências para que não cometamos os mesmos erros novamente”, afirmou a equipe.
A escuderia ainda lamentou o impacto da desclassificação no campeonato e demonstrou apoio aos seus pilotos e torcedores. “Definitivamente, esse não era o desfecho que gostaríamos para o nosso fim de semana na China, nem para a equipe, nem para os fãs que sempre nos apoiam incondicionalmente”, concluiu o comunicado.
Outras punições na prova
Além da Ferrari, a Alpine também sofreu com penalizações no GP da China. Pierre Gasly perdeu a posição conquistada devido a irregularidades técnicas no carro. A situação gerou repercussão no paddock e reacendeu o debate sobre o rigor das inspeções pós-corrida na Fórmula 1.