Ex-presidente e ex-diretor do Inis em Itajaí viram réus por corrupção

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou denúncia e tornou réus o ex-presidente do Instituto Itajaí Sustentável (Inis), Mário Cesar Angelo, e o ex-diretor de Fiscalização do órgão, Felipe Lima, por envolvimento em um suposto esquema de corrupção. Ambos já estavam afastados de suas funções desde o início das investigações.

A acusação, que tramita na Justiça, é resultado da Operação Nota Verde, deflagrada para apurar crimes relacionados à administração ambiental em Itajaí. Além dos ex-dirigentes públicos, também foram denunciados dois empresários locais, apontados como participantes do esquema.

Crimes investigados incluem corrupção e lavagem de dinheiro

De acordo com o Ministério Público, os denunciados respondem por uma série de crimes, entre eles corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro e infrações contra o meio ambiente. As investigações apontam que os acusados teriam atuado de forma conjunta para facilitar irregularidades em processos de licenciamento e fiscalização ambiental.

As denúncias detalham ainda que os empresários supostamente pagavam propina a servidores do Inis para obter vantagens indevidas em trâmites administrativos ambientais.

Afastamento e continuidade das investigações

Desde a deflagração da Operação Nota Verde, tanto o ex-presidente quanto o ex-diretor seguem afastados de qualquer cargo público, como medida preventiva para não interferirem no andamento das apurações.

O caso segue agora para a fase de instrução processual, com a oitiva de testemunhas e análise das provas reunidas durante a investigação. Caso sejam condenados, os réus podem enfrentar penas que incluem reclusão, perda de cargo público e pagamento de multas.

jcjoinville

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