Um estudo inédito realizado pela consultoria Tewá 225 revelou um cenário preocupante para as mulheres no Brasil. Nenhuma cidade brasileira apresentou índices satisfatórios de igualdade de gênero e segurança para a população feminina. Em Santa Catarina, Itajaí obteve a pior classificação do estado, figurando na 56ª posição do ranking nacional, que avaliou 319 cidades com mais de 100 mil habitantes.
Desigualdade em números
O levantamento apontou que outras cidades catarinenses também enfrentam desafios significativos. Lages (168ª), Chapecó (195ª), Criciúma (199ª) e Jaraguá do Sul (203ª) estão entre as piores avaliações do estado. Por outro lado, Brusque (310ª) e Balneário Camboriú (315ª) foram as melhores colocadas dentro de Santa Catarina, ainda que com desempenho considerado “baixo”. Nenhuma cidade do Brasil alcançou uma classificação “alta”, e apenas Brasília (DF), São Caetano do Sul (SP) e Araras (SP) obtiveram desempenho “médio”.
Os dados reforçam a necessidade de avanços para garantir melhores condições de vida para as mulheres nos centros urbanos. O estudo utilizou indicadores como taxa de feminicídio, diferença salarial entre homens e mulheres, percentual de representação feminina nas câmaras municipais e índice de mulheres jovens que não estudam nem trabalham.
Desafios e soluções
A realidade apontada pelo estudo reflete desafios diários enfrentados pelas mulheres em Itajaí. A desigualdade de gênero se manifesta na baixa presença feminina nos espaços de decisão política, na precariedade do mercado de trabalho para mulheres e nos altos índices de violência.
Atualmente, apenas três dos 17 vereadores de Itajaí são mulheres, o que evidencia a falta de representação na tomada de decisões. Especialistas destacam que a cidade precisa investir em políticas públicas mais eficazes para melhorar a segurança e a autonomia das mulheres, como a ampliação da rede de proteção às vítimas de violência, a criação de creches para atender mães-solo e programas que incentivem a inserção feminina no mercado de trabalho.
A necessidade de mudanças estruturais é evidente, e a luta pela equidade de gênero deve ser constante. A melhoria das condições de vida das mulheres passa pelo compromisso das autoridades e pela implementação de medidas concretas que garantam segurança e oportunidades iguais.
Ranking das piores cidades para mulheres em SC:
- Itajaí (56ª no ranking nacional)
- Lages (168ª)
- Chapecó (195ª)
- Criciúma (199ª)
- Jaraguá do Sul (203ª)
- Florianópolis (225ª)
- Joinville (232ª)
- Brusque (310ª)
- Balneário Camboriú (315ª)
O estudo completo pode ser conferido no site: www.piorescidadesparasermulher.com.br.