Santa Catarina vai ganhar mais um porto de grande porte até 2030. A cooperativa paranaense Coamo confirmou um investimento de R$ 3 bilhões para construir um terminal portuário privado no município de Itapoá. A área destinada ao projeto soma 43 hectares, com previsão de três berços de atracação e capacidade para movimentar 11 milhões de toneladas de cargas por ano.
Expansão além do Paraná
Atualmente, a cooperativa já opera em Paranaguá (PR), mas enfrenta gargalos logísticos que dificultam o escoamento da produção de soja, milho e trigo de mais de 30 mil cooperados. A nova estrutura em território catarinense deve receber granéis sólidos, combustíveis líquidos, GLP e fertilizantes.
De acordo com a direção da entidade, a escolha de Itapoá foi motivada pelo ambiente de negócios oferecido pelo estado e pelo pacote de obras em andamento na região, como a duplicação das rodovias SC-416 e SC-417, além do aprofundamento do canal da Baía da Babitonga. Atualmente, a passagem tem 14 metros de calado, mas será ampliada para 16 metros a partir de 2026, beneficiando também os portos de São Francisco do Sul e Itapoá.
Empregos e impacto logístico
A previsão é de que a construção do terminal gere dois mil postos de trabalho. Após a conclusão, o empreendimento deve abrir mais mil vagas permanentes. O fluxo projetado é intenso: cerca de mil caminhões por dia devem passar a circular para atender à demanda da nova operação.
Oitavo porto catarinense
Com o anúncio, Santa Catarina se consolida como o estado com maior concentração de portos no país. Atualmente, já são seis terminais em funcionamento, além do Terminal Graneleiro de Santa Catarina (TGSC), em fase de testes. O novo porto de Itapoá será, portanto, o oitavo em território catarinense.
Governo celebra avanço
Para o governo estadual, a iniciativa representa um marco estratégico. Autoridades destacam que o empreendimento fortalece a posição de Santa Catarina como corredor logístico nacional e amplia a competitividade do estado no comércio exterior. O terminal é considerado peça-chave no esforço de transformar a Baía da Babitonga em um polo ainda mais relevante para importações e exportações.