Dólar recua abaixo de R$ 5,70 com otimismo do mercado sobre negociações entre EUA e China

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O dólar abriu esta quinta-feira (24) em queda significativa, dando continuidade à sequência de desvalorizações frente ao real. Às 9h33, a moeda americana era negociada a R$ 5,684, com recuo de 0,62%. Pouco antes, às 9h04, a queda era de 0,59%. A mínima registrada até o momento foi de R$ 5,677, enquanto a máxima chegou a R$ 5,708.

O movimento segue o comportamento da véspera, quando o dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,718, com queda de 0,16% – a quarta consecutiva. Apesar das recentes baixas, a moeda ainda acumula valorização de 0,22% em abril, mas já registra queda de 7,46% no acumulado do ano.

Mercado acompanha desdobramentos entre EUA e China

O principal fator que tem influenciado o câmbio é o avanço, ou pelo menos a expectativa, de um entendimento entre Estados Unidos e China no campo comercial. A possibilidade de um acordo para reduzir as tarifas impostas mutuamente tem animado os mercados globais.

Na quarta-feira (23), o Wall Street Journal divulgou que a gestão do presidente Donald Trump estaria avaliando uma redução significativa nas tarifas aplicadas sobre produtos chineses – dos atuais 145% para algo entre 50% e 60%. A proposta também consideraria uma aplicação escalonada das tarifas, com taxas de 35% para itens considerados não estratégicos, e de 100% ou mais para produtos com impacto direto na segurança nacional dos EUA.

Sinais de trégua e recuos diplomáticos

Ainda segundo o jornal, essa possível mudança de postura veio após declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, que classificou o atual conflito como “insustentável”. Já o presidente Trump, em entrevista recente, admitiu que o patamar tarifário atual é muito elevado e sugeriu uma redução substancial – embora tenha descartado zerar as tarifas.

Apesar do alívio nos mercados, o governo chinês negou avanços nas negociações, em comunicado divulgado após o fechamento dos mercados asiáticos. Mesmo assim, os investidores seguem atentos a novos sinais de distensão entre as duas maiores economias do mundo.

Ibovespa responde com nova alta

A possibilidade de uma trégua entre Washington e Pequim também teve reflexos positivos na bolsa de valores brasileira. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sessão de quarta-feira com valorização de 1,34%, aos 132.200 pontos. Com isso, o indicador acumula alta de 1,5% em abril e quase 10% em 2025.

A melhora do ambiente externo, aliada a expectativas de avanços na política econômica local, tem sustentado o otimismo dos investidores brasileiros, que aproveitam a volatilidade cambial e os ajustes nas bolsas globais para buscar ativos de maior risco com potencial de valorização.

jcjoinville

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