Trump anuncia tarifa de 25% sobre aço e alumínio; Brasil pode ser afetado

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Medida deve ser oficializada nesta segunda-feira (10/2)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que vai impor uma tarifa de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio que entrarem no país. A declaração foi feita neste domingo (9/2), enquanto o republicano viajava para Nova Orleans, para acompanhar o Super Bowl. Segundo ele, o anúncio oficial será realizado nesta segunda-feira (10/2).

Impacto para o Brasil
Caso a medida seja confirmada, o Brasil será diretamente afetado. O país é atualmente o segundo maior fornecedor de aço para os Estados Unidos, atrás apenas de Canadá e México. Segundo dados do Departamento de Comércio americano, essa nova política pode gerar impactos significativos para a indústria siderúrgica brasileira, que tem os EUA como um de seus principais mercados.

Histórico de tarifas e mudanças de postura
Durante seu primeiro mandato presidencial, entre 2017 e 2021, Trump já havia adotado tarifas sobre importações de aço e alumínio, afetando diretamente exportadores brasileiros. Na época, o setor chegou a registrar demissões no Brasil. No entanto, o governo americano recuou da decisão e cancelou as cobranças. Agora, com o retorno do republicano à Casa Branca em 2025, a política tarifária volta a ser um instrumento estratégico para a proteção da indústria nacional dos EUA.

Guerra tarifária e retaliações
Desde que reassumiu a presidência, em 20 de janeiro de 2025, Trump tem adotado uma postura mais protecionista, intensificando uma guerra tarifária contra diversos países. Até o momento, foram anunciadas taxações sobre produtos do México, Canadá e China. Os presidentes do México e do Canadá buscaram negociações com os EUA e conseguiram, temporariamente, suspender as tarifas.

Além da taxação sobre o aço e alumínio, Trump também mencionou a possibilidade de impor “tarifas recíprocas” contra países que aplicam impostos sobre importações americanas. Caso as novas tarifas sejam oficializadas, o governo brasileiro deve buscar alternativas para minimizar os impactos no setor siderúrgico.

jcjoinville

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