470 pessoas querem adotar uma criança em Joinville 

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Muitas pessoas que não tiveram a oportunidade de ter seus próprios filhos buscam na adoção a saída para preencher aquele vazio que falta para completar uma família. Porém, adotar uma criança exige responsabilidade, preparo e acima de tudo, consciência de que terá para o resto da vida a função de educar.  

Em Joinville essa responsabilidade é levada a sério, tanto que existe um preparo especial. Um grupo de 37 pessoas iniciou a última turma do ano do Curso Preparatório para Pretendentes à Adoção da Comarca de Joinville. A participação é etapa obrigatória para habilitação no processo, que contém, ainda, mais um encontro presencial marcado para o final do mês, além da etapa virtual e das entrevistas com psicólogo e assistente social. Por fim, a sentença de habilitação possibilita a inserção dos dados dos pretendentes nos cadastros de adoção. 

O desejo de formar/aumentar a família foi a resposta predominante entre os integrantes da mesa em relação à pergunta introdutória. Os candidatos aproveitaram o curso também para o esclarecimento de dúvidas pertinentes ao estágio que vivem atualmente, com indagações sobre o tempo de espera, demandas de saúde e comportamentos das crianças, desafios do estágio de convivência e escolha do perfil. “Essa escolha precisa estar alinhada ao desejo e à disponibilidade dos pretendentes, e não se adaptar para tornar o processo mais rápido”, esclareceu a assistente social Julia Cristina Vincenzi, lotada na Vara da Infância de Juventude, que conduziu o curso. 

No momento, 470 pessoas estão habilitadas no cadastro da comarca de Joinville. Só neste ano já foram realizadas 22 adoções de crianças e adolescentes. 

Mesmo depois da adoção, o acompanhamento segue para verificar as adaptações dos pais adotivos e da criança.  

Rogemar Santos

Jornalista há mais de 20 anos e Editor Chefe do Jornal da Cidade

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