Um levantamento realizado pela Secretaria da Saúde de Joinville identificou que a maioria dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, está dentro das residências. O estudo, conhecido como Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), foi conduzido no início do ano e analisou 5.512 locais espalhados por toda a cidade. O resultado apontou 415 focos do mosquito, mantendo o município em alerta.
Risco elevado para epidemias
Com base nos dados obtidos, Joinville segue classificada como área de alto risco para a proliferação de doenças como dengue, Zika e Chikungunya. Os focos identificados estão distribuídos em 13 áreas distintas do município, evidenciando a necessidade de ações preventivas contínuas.
A pesquisa revelou que 80% dos criadouros do Aedes aegypti foram encontrados dentro das casas. Pequenos recipientes móveis, como baldes e pratos de plantas, foram os principais responsáveis pela infestação, correspondendo a 35% dos casos. Já resíduos como garrafas plásticas, latas, entulhos e sucatas representaram 24% dos focos.
População precisa colaborar
De acordo com Anderson da Silva, gerente de Gestão Estratégica e Articulação da Rede em Saúde, a eliminação desses criadouros depende do comprometimento da população.
“É fundamental que cada morador faça sua parte, eliminando possíveis locais de reprodução do mosquito. A luta contra a dengue não é apenas uma responsabilidade do poder público, mas de todos”, reforça.
Para auxiliar nesse processo, a Prefeitura de Joinville disponibiliza materiais informativos no site bit.ly/DezMinutosContraDengue. O conteúdo inclui um cronograma de vistoria que pode ser impresso e utilizado por moradores, escolas, empresas e demais instituições.
“Ao adotar a prática dos 10 Minutos Contra a Dengue, inspecionando e eliminando focos semanalmente, podemos reduzir significativamente os casos e evitar uma epidemia”, finaliza Anderson.