Com previsão de comercialização a partir de 7 de junho, o remédio promete ampliar a disputa no segmento, especialmente pelo seu efeito colateral de perda de peso, característica que tem impulsionado a popularidade de medicamentos desse tipo.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou o uso do Mounjaro para diabetes, mas ainda não há regulamentação oficial para seu uso no tratamento da obesidade no país. Nos Estados Unidos, porém, o medicamento já é amplamente indicado para essa finalidade.
Faixa de preços e acessibilidade
De acordo com a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), o preço máximo do Mounjaro nas farmácias brasileiras pode variar entre R$ 1.536,06 e R$ 4.067,81, dependendo da dosagem e da posologia recomendada. No entanto, os valores podem sofrer alterações conforme a política de precificação das redes de farmácias.
Disputa acirrada no setor
O mercado de medicamentos utilizados tanto para controle do diabetes quanto para emagrecimento está prestes a passar por grandes mudanças. O principal concorrente do Mounjaro, o Ozempic, da Novo Nordisk, perderá sua patente em 2026, permitindo que outras farmacêuticas desenvolvam suas próprias versões do medicamento.
A principal diferença entre os dois remédios está em seus componentes ativos. Enquanto o Ozempic utiliza a semaglutida, o Mounjaro é composto por tirzepatida, substância que tem demonstrado eficácia igual ou até superior no tratamento da obesidade.
Com a quebra da patente da semaglutida, outras empresas poderão lançar seus próprios medicamentos, o que deve intensificar ainda mais a concorrência e, potencialmente, reduzir os preços para os consumidores.
Interesse da indústria brasileira
Entre as farmacêuticas interessadas no mercado das chamadas “canetas emagrecedoras”, a brasileira Cimed já sinalizou a intenção de desenvolver sua própria versão do medicamento assim que a patente da semaglutida expirar.
Perspectivas para o futuro
Com a chegada do Mounjaro ao Brasil e a expectativa da entrada de novos competidores em 2026, o mercado de medicamentos para diabetes e obesidade deve passar por uma forte transformação. A ampliação da concorrência pode beneficiar os consumidores, oferecendo mais opções de tratamento e possibilitando preços mais acessíveis no futuro.