Senador denuncia influenciador que chamou catarinenses de “nazistas” e “fascistas”

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O senador Jorge Seif Junior (PL-SC) denunciou um influenciador que proferiu ofensas, chamando os catarinenses de “nazistas” e “fascistas”. Após receber várias mensagens sobre um vídeo nas redes sociais com discurso de ódio contra a população de Santa Catarina, o senador apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público do estado e divulgou o caso em suas redes sociais.

Vídeo

Na publicação feita nesta terça-feira (19), o parlamentar destacou que um influenciador do TikTok, residente em Guarulhos, São Paulo, fez graves acusações contra Santa Catarina e compartilhou o conteúdo criminoso. O vídeo mencionado pelo senador tem quatro minutos de duração e foi intitulado “Por que Santa Catarina votou em peso no Bolsonaro”. Nele, o autor alega que “fascistas e nazistas da Europa se refugiaram em Santa Catarina” e que isso se tornou parte da identidade do estado, insinuando que os eleitores catarinenses seriam “fascistas, nazistas e preconceituosos”. Ele também afirmou que a Polícia Militar e o Ministério Público estariam ignorando esses crimes e que seria necessário “eliminar a grande célula para que as pequenas não se proliferem”. O senador reagiu, chamando o discurso de odioso e xenófobo.

Documento protocolado

No documento enviado à Promotoria de Justiça Criminal do estado, Jorge Seif Junior ressalta que tais afirmações representam um “grave ataque à ordem democrática e às instituições estaduais”, causando danos intoleráveis aos valores fundamentais, à honra e à imagem da sociedade catarinense.

Ele ainda menciona que houve outros ataques nas redes sociais em resposta ao vídeo, o que poderia potencialmente resultar em um crime contra a população e as instituições catarinenses, além de prejudicar a coletividade.

O senador enfatiza que, nas últimas eleições presidenciais, mais de 69% dos eleitores catarinenses votaram no candidato Jair Bolsonaro, o que é um exercício comum em um Estado Democrático de Direito, onde a liberdade de escolha no voto é valorizada.

Crime

No entanto, ele ressalta que o autor do vídeo, de forma inequívoca, praticou, incitou e induziu à discriminação da população catarinense com base em sua ideologia política, etnia e origem (alemã e italiana), citando que isso é classificado como crime de acordo com o Artigo 20 da Lei nº 7.716/89. A pena para esse delito é reclusão de um a três anos e multa, podendo chegar a cinco anos se for cometido por meio de comunicação social, publicação em redes sociais, internet ou qualquer forma de divulgação pública, concluiu o parlamentar.

jcjoinville

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