Na última quinta-feira (13) foi anunciada a greve dos atores de Hollywood. A decisão foi votada por unanimidade pelo Sindicato dos Atores (SAG) em Los Angeles e anunciada em uma coletiva de imprensa. O sindicato encerrou semanas de negociações com a Alliance of Motion Picture and Television Producers (AMPTP) na noite passada sem um acordo.

A presidente do Sindicato dos Atores, Fran Drescher (de branco), e o líder da negociação, Duncan Crabtree-Ireland (de boné e óculos), e outros membros da organização anunciam greve da categoria — Foto: Mike Blake/Reuters

A Greve

A aliança é uma organização abrangente composta por Netflix, Amazon, Apple, Disney, Warner, NBCUniversal, Paramount e Sony. A greve entrou em vigor à meia-noite desta sexta-feira. A SAG disse que as negociações ficaram aquém das principais demandas dos atores, incluindo aumentos salariais e a ameaça representada pelo uso de inteligência artificial (IA) em filmes, séries de TV e programação de televisão e streaming.

“Os estúdios afirmam que estão perdendo dinheiro enquanto pagam centenas de milhões de dólares a seus CEOs. Isso é ofensivo. Eles estão do lado errado da história. Todo o modelo de negócios foi alterado por streaming de mídia e inteligência artificial, e devemos permanecer firmes. Não vamos mais tolerar isso”, disse Fran Drescher, presidente do SAG e atriz conhecida pelo filme “The Nanny”.

Impactos da Greve

A paralisação pode impedir que as estrelas promovam alguns filmes de verão altamente esperados e participem de festivais importantes como Veneza e Toronto nos próximos meses, já que a indústria ainda está tentando se recuperar dos anos difíceis da pandemia. Também está em jogo a realização do Emmy Awards 2023, que acontecerá no dia 18 de setembro. Mostrar Alterações

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